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Bancários da Caixa aderem à paralisação em Tupã e cidades da região nesta quinta-feira>20/08/26

Bancários da Caixa aderem à paralisação em Tupã e cidades da região nesta quinta-feira.
Mobilização ocorre em meio à Campanha Salarial 2026, após rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e bancos; reajuste salarial e cláusulas econômicas seguem no centro das discussões.
Bancários da Caixa Econômica Federal de Tupã e de outras sete cidades da região aderiram, nesta quinta-feira (20), à paralisação realizada dentro das mobilizações da Campanha Salarial 2026. O movimento alcança unidades de Tupã, Pompeia, Bastos, Osvaldo Cruz, Dracena, Adamantina, Junqueirópolis e Panorama.
A paralisação ocorre em um momento de intensificação das negociações nacionais entre representantes dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que discutem a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o período 2026–2028. A data-base da categoria é 1º de setembro.
As negociações começaram com uma pauta ampla. Entre os assuntos apresentados estão reajuste salarial, benefícios, saúde do trabalhador e saúde mental, previdência, assistência, igualdade de oportunidades, diversidade, inclusão de pessoas com deficiência e condições de trabalho.
Proposta dos bancos provocou impasse.
Um dos principais pontos de divergência surgiu após a Fenaban apresentar uma proposta de reajuste escalonado conforme a faixa salarial dos trabalhadores. O modelo previa percentuais diferentes de correção e também mantinha o piso salarial sem reajuste.
A proposta foi rejeitada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), que representa parte dos sindicatos da categoria nas negociações nacionais.
Na oitava rodada de negociação, realizada na terça-feira (18), em São Paulo, a Fenaban retirou da mesa dois dos pontos mais contestados: o reajuste dividido por faixas salariais e o congelamento do piso.
Apesar do recuo, a reunião terminou sem a apresentação de um novo índice econômico. Com isso, a definição sobre o percentual de reajuste dos salários e demais verbas permanece pendente.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Tupã e Região, Carlinhos, avalia que as negociações têm avançado de forma lenta e que a postura da Fenaban nas primeiras rodadas dificultou a construção de um acordo.
“A Fenaban vem demonstrando muita resistência durante as negociações. Somente na última reunião houve um recuo em alguns pontos importantes, como o congelamento do piso da categoria e a proposta de dividir o reajuste por faixas salariais. Foi um avanço, mas ainda temos questões fundamentais para resolver. Os bancários não vão arredar o pé daquilo que consideram essencial para a valorização da categoria e para a manutenção dos direitos conquistados”, afirmou Carlinhos.
Negociações envolvem também bancos públicos.
Além das discussões gerais com a Fenaban, a Campanha Salarial 2026 envolve mesas específicas com bancos públicos, entre eles Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, nas quais são tratados temas próprios dos funcionários dessas instituições.
No Banco do Brasil, as negociações já passaram por diversas rodadas. Entre os assuntos discutidos estão metas, Plano de Cargos e Salários, descomissionamento, licenças, faltas abonadas e realização de concurso público. Representantes dos trabalhadores também reivindicaram a abertura de 5 mil vagas por meio de concurso.
Outra discussão paralela envolve o Saúde Caixa. Uma proposta de alteração no custeio do plano, que previa aumento das contribuições de empregados e dependentes, também encontrou resistência das entidades representativas dos trabalhadores.
Paralisação chega às agências da região.
Com pontos econômicos ainda sem definição, a mobilização desta quinta-feira chega às unidades da Caixa em diferentes municípios do Oeste Paulista.
Em Tupã e região, o Sindicato dos Bancários acompanha as negociações nacionais e participa das rodadas por meio de seus representantes. Carlinhos esteve em reuniões realizadas em São Paulo durante a campanha.
A paralisação desta quinta-feira amplia a mobilização da categoria às vésperas da data-base, em 1º de setembro. As próximas rodadas serão decisivas para a definição do índice de reajuste e das demais cláusulas econômicas da Convenção Coletiva 2026–2028.

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